"Miríade" - Proposta de Jogo do Rocha para Janeiro
Meu jogo de Janeiro do VERSUS se chama Miríade, e pode ser descrito (pelo menos até então!) como um jogo narrativo sobre identidade, descoberta e ação. Os protagonistas de Miríade são os Protótipos, pessoas que no meio de seu cotidiano descobrem ser uma espécie de refugo de um experimento de clonagem humana, com vários clones espalhados por aí. Como se isso não fosse o bastante, eles também se vêm caçados por uma enigmática agência governamental, a Clínica. Assim está dado meu principal ponto de interessem em Miríade: quebrar o paradigma mestre/jogadores, mas sem seguir pelo caminho que vários jogos incríveis traçaram, que é o de uma dinâmica sem mestre, ou melhor, onde todo mundo é mestre e tem mais ou menos as responsabilidades e recursos. Em Miríade todos os participantes são jogadores e colaboram para construírem uma história de perseguição, investigação e drama, mas dentro deste arranjo de construção coletiva existe uma disputa central: um dos jogadores assume o papel da Clínica, instituição antagonista que busca capturar os Protótipos, personagens do restante dos jogadores, que por sua vez devem descobrir sua origem comum, e escaparem ou desmascararem as intenções da Clínica. As condições de vitória foram meu ponto inicial de desenvolvimento, e agora estou brincando um pouco com as características coletivas que os Protótipos compartilham entre si, e como elas podem ser “descobertas” durante a história. Outro ponto no qual tenho quebrado a cabeça, e que considero essencial para introduzir uma maior complexidade e escolhas interessantes no jogo são os familiares, parceiros e amigos próximos dos Protótipos, que até aqui tenho chamado de Alicerces. Estas são as pessoas com as quais o Protótipo realmente se importa, e ele pode escolher introduzi-los na cena, recebendo assim uma série de benefícios mecânicos que expressam recursos e motivação que os Alicerces trazem devido à relação próxima com o Protótipo, mas ao introduzi-los na cena expõem este mesmo Alicerce tanto as investidas da Clínica como da descoberta sobre sua origem insólita e a existência de outros clones. A ideia de Miríade surgiu após assistir a primeira temporada da série de TV canadense Orphan Black, que levanta todas estas questões. Em relação a jogos, acredito que o Psi*Run da Meguey Baker é a principal influência, assim como o Marvel Heroic Roleplaying, o primeiro especialmente por ter uma temática aproximada de fuga, mas ambos por darem regras e recursos claros ao mestre de jogo, ainda que ele seja “o mestre” e esteja carregado de um monte de outras atribuições para além da oposição aos personagens e não apenas mais um jogador, no sentido que estou tentando fazer aqui. E lembrando a os patronos (<3) que nesta quinta, dia 23, às 20, eu e Encho faremos o primeiro Hangout do Versus falando um pouco mais sobre nossos jogos do mês. Até lá!
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